Ministros avaliam desacelerar a equiparação do salário mínimo para jovens diante do aumento do desemprego entre 18 a 24 anos no Reino Unido. A ideia seria manter o objetivo de igualar as faixas, mas com ritmo mais lento.
Dados oficiais apontam que o desemprego entre jovens atingiu um teto de cinco anos no último trimestre de 2025. Especialistas dizem que, se contabilizado o crescimento da pandemia, é o mais alto em 11 anos para essa faixa.
Segundo fontes do governo, a equiparação permanece como meta, embora a velocidade da subida possa ser reduzida. A decisão final cabe à Low Pay Commission, que receberá evidências nos próximos meses.
A Comissão recebe inputs de ministérios, empregadores e especialistas para indicar o impacto da mudança no mercado de trabalho. O Tesouro sustenta que o cenário exige cautela fiscal.
Desde abril, o custo de empregar alguém com 21 anos ou mais subiu cerca de 15% frente a 2024; para 18 a 20 anos, o aumento é de 26%, o que eleva o risco de contratação por parte de empresas.
A paralisação parcial da equiparação pode abrir espaço para avaliação de evidências sobre efeitos na oferta de empregos para jovens, segundo veses da imprensa econômica. A decisão final depende da Low Pay Commission.
Empresas dizem que reajustes mais lentos podem facilitar contratações, principalmente em setores com mão de obra jovem. Organizações empresariais ressaltam a necessidade de equilíbrio entre custos e oportunidades para jovens.
O chanceleria, representada por Rachel Reeves, evitou confirmar ou negar um atraso na agenda de equiparação, apontando incentivos existentes para contratar jovens, como regimes de ensino e isenções de contribuições. O governo afirma seguir elevando o salário mínimo.
Contexto e próximos passos
Analistas destacam que qualquer mudança pode impactar a promessa eleitoral do Labour de igualar faixas antes da próxima eleição. A pauta segue sob avaliação da Comissão de Salário M mínimo, com mais informações previstas para os próximos meses.
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