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Decisão da Suprema Corte dos EUA oferece pouco alívio à economia global

Suprema Corte dos Estados Unidos derruba parte das tarifas de Trump, mas a economia global segue sob incerteza e possibilidade de novas tarifas

Shipping containers from China sit at the Port of Los Angeles in San Pedro, California, U.S., November 5, 2025. REUTERS/Mike Blake/File Photo
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O Supremo Tribunal dos EUA rejeitou, na sexta-feira, o uso de tarifas por Donald Trump sob a lei de poderes econômicos de emergência, marcando um revés para a estratégia de tarifas como ferramenta econômica. Analistas afirmam que a decisão não traz alívio imediato para a economia global.

O veredito abre caminho para que o governo americano busque outras vias para restabelecer tarifas, mantendo a incerteza sobre a política comercial dos EUA. Enquanto isso, setores dependentes de acordos bilaterais com Washington deverão reavaliar condições e impactos.

Desfechos ainda indefinidos envolvem se haverá devolução de recursos arrecadados por tarifas anuladas, além de revisão de acordos que aliviaram efeitos para terceiros. A Casa Branca já sinalizou novas tarifas globais, com duração inicial de 150 dias, porém sem clareza sobre reajustes futuros ou ressarcimentos.

O Tribunal considerou apenas tarifas lançadas com base na IEEPA, usadas em emergências nacionais. Até o momento, estimativas apontam arrecadação superior a 175 bilhões de dólares com esse conjunto de tarifas.

A queda da tarifa média ponderada dos EUA, de 15,4% para 8,3%, segundo monitor de comércio Global Trade Alert, indica redução específica para alguns setores. Países com altas tarifas, como China, Brasil e Índia, devem enfrentar recuo de pontos percentuais, ainda que em níveis elevados.

Potenciais impactos e negociações

A administração já avisou que poderá recorrer a outros instrumentos legais para impor tarifas. Bilaterais com a União Europeia, entre outras nações, podem ser reavaliados; alguns países discutem renegociação com base na decisão. Parlamentares europeus avaliam impactos no acordo EU-EUA, que pode sofrer ajustes.

Apesar de avanços, várias perguntas continuam sem resposta: quais tarifas virão a depender de futuras ações, se haverá devolução de recursos, e como contratos com terceiros serão tratados. O panorama depende de próximas decisões políticas e de como os mercados responderão.

Especialistas ressaltam que o cenário permanece de alta incerteza para o comércio global. A economia mundial, segundo o FMI, deve manter crescimento estável em 2026, com ressalvas relacionadas a tensões tarifárias. China destaca recuperação de exportações para mercados fora dos EUA, mantendo cenário de fortes superávits.

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