A Nvidia registrou resultados fortes no quarto trimestre fiscal, mas não convenceu plenamente os investidores. Em 26 de fevereiro, as ações da companhia subiram 1,3% no pré-mercado, após o fechamento do 4T25, com surpresas no faturamento e na orientação para o primeiro trimestre. A empresa explicou que o impulsionamento veio principalmente da unidade de data centers, que concentra seus chips.
O faturamento do 4T25 atingiu US$ 68,13 bilhões, acima das estimativas de US$ 66,21 bilhões. A receita环 registrou alta de 73% na comparação anual. A divisão de data centers respondeu por US$ 62,3 bilhões, superando expectativas de US$ 60,69 bilhões. A Nvidia projeta US$ 78 bilhões de receita para o primeiro trimestre fiscal, com margem de erro de 2%.
Analistas destacam que o otimismo depende da sustentabilidade dos gastos com IA e de como as empresas monetizam esse investimento. Nvidia, líder de mercado em processadores para IA, funciona como termômetro para o setor de tecnologia. Ainda assim, o foco dos investidores recai sobre fluxo de caixa e retorno de capital em data centers, não apenas sobre margens de curto prazo.
A competição e o aumento da capacidade de geração de demanda por IA são mencionados como fatores-chave. Empresas como Meta, cliente relevante da Nvidia, preveem investimentos significativos em 2026 para infraestrutura de IA, incluindo data centers e processadores. Esse cenário mantém o debate sobre a rentabilidade dos projetos de IA, mesmo com resultados sólidos de fornecedores.
Perspectivas
Os futures dos EUA operam estáveis, com viés de baixa, após os resultados da Nvidia repercutirem no mercado. O humor dos investidores permanece cauteloso diante da ambição de gastos com IA e seu impacto no fluxo de caixa das empresas.
Indicadores
- BRASIL: IGP-M de fevereiro aponta para variação negativa prevista de -0,60%, após avanço de 0,41% em janeiro.
- ESTADOS UNIDOS: Pedidos iniciais de seguro-desemprego esperados em 217 mil, frente a 206 mil na semana anterior.
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