A AES Corp. encerrou a venda de sua controlada para um consórcio de investidores institucionais por US$ 33,4 bilhões. O grupo, liderado pela Global Infrastructure Partners (GIP) e pela EQT, também conta com CalPERS e o fundo soberano do Catar, QIA. O negócio prevê US$ 10,7 bilhões em dinheiro, US$ 15 por ação e a assunção de US$ 22,7 bilhões em dívidas. A operação visa acelerar investimentos impulsionados pelo setor de AI nos EUA.
A AES mantém 31 gigawatts de capacidade de geração, com cerca de 64% oriundos de fontes renováveis, como eólicas e solares. A empresa já vinha expandindo contratos de geração renovável para grandes clientes como Meta e Amazon. Suas operações reguladas de distribuição em Ohio e Indiana também cresceram com a chegada de novos data centers na região.
Ao anunciar a oferta, a AES informou que o preço representa um prêmio de cerca de 40% sobre a média ponderada de 30 dias anterior às primeiras notícias públicas sobre a operação, em julho de 2025. As ações da AES fecharam em US$ 14,21, queda de mais de 16% no pregão seguinte ao anúncio, após terem subido nos meses anteriores.
Detalhes da transação e contexto
O consórcio pagará US$ 10,7 bilhões em dinheiro e assumirá US$ 22,7 bilhões em dívidas. A AES vendeu as operações no Brasil para a Auren Energia em 2024, para concentrar atuação nos EUA. A operação envolve recomendações de assessores financeiros para as partes envolvidas.
Noutra frente de mercado, movimentos recentes incluem a compra da TXNM Energy pela Blackstone, por US$ 11,5 bilhões, e a aquisição da Calpine pela Constellation Energy, por US$ 16,4 bilhões. JP Morgan e Wells Fargo assessoraram a AES, Goldman Sachs assessora GIP, CalPERS e QIA, e Citi assessora a EQT.
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