O Financial Times aponta que, após o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no último sábado 28, 12 contas suspeitas do Polymarket teriam registrado um lucro estimado em 1,7 bilhão de reais. A reportagem detalha ganhos de usuários da plataforma de previsões.
Segundo o FT, o montante total investido na previsão do ataque foi de cerca de 348 mil reais, com metade aplicado nas seis horas que antecederam a ofensiva. A leitura é de que aportes concentrados ocorreram próximo ao início da operação.
O texto indica que o discurso de cautela veio acompanhando o registro de atividades atípicas. O CEO da Unusual Whales, parceira do Polymarket, questiona o motivo de uma carteira nova realizar um aporte expressivo em um tema único, sugerindo a possibilidade de uso de informações privilegiadas. Das 13 carteiras examinadas, 12 teriam aberto as contas dias antes do ataque.
Detalhes da plataforma e validação
O Polymarket funciona como uma bolsa de previsões, com transações e liquidações registradas na blockchain, o que permite auditoria sem bancos ou cartórios. O processo é apresentado como transparente e rastreável.
Relatos públicos também citaram questionamentos na esfera política. Um deputado democrata da Califórnia destacou o lucro elevado de usuários, mencionando vínculos de nomes ligados ao conselho consultivo da plataforma e a supostas investidas anteriores que teriam sido objeto de investigações, encerradas após mudanças na administração federal. As informações são citadas apenas como fatos de interesse público.
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