Os contratos de pré-mercado apontam para uma alta moderada nas ações nesta quarta-feira, 4 de março, impulsionada por um alívio pontual na tensão entre investidores e atores regionais. O cenário externo segue relevante, com o Irã, EUA e Israel envolvidos em um conflito que já chega ao quinto dia.
O Brent, referência global, opera com valorização de 0,77%, a US$ 82 por barril, após abrir com alta superior a 3%. O menor temor de interrupção total no abastecimento contribui para a sensação de estabilidade momentânea no mercado.
Uma reportagem do *The New York Times* aponta que agentes iranianos teriam discutido termos para encerrar o conflito com Israel e os EUA. Autoridades americanas mostram ceticismo quanto a uma saída rápida, pelo menos no curto prazo.
Segundo o CEO do Goldman Sachs, David Solomon, o mercado tem reagido de forma surpreendentemente “benigna” ao conflito. Ele avalia que levará semanas para o mercado assimilarem plenamente as implicações no curto e médio prazo, em evento na Austrália.
Perspectivas
Os contratos futuros dos principais índices dos EUA e o ETF EWZ iShares MSCI Brazil exibem leve alta no pré-mercado, após a queda acentuada de terça-feira, em movimento de recuperação técnica.
Indicadores
Brasil: indicadores de janeiro e fevereiro chegam em meio a expectativa de dados. Em relação ao desempenho da produção, o varejo e serviços seguem sob observação, sem números oficiais antecipados.
Estados Unidos: nesta sessão, a variação de empregos ADP de fevereiro surpreende pela procura por mão de obra, enquanto os PMIs de fevereiro se mantêm próximos dos níveis anteriores, sinalizando continuidade na atividade.
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