A Revolut ampliou seu portfólio no Brasil nesta quarta-feira, 4. A fintech passou a oferecer aos clientes acesso a ações e ETFs dos EUA, além de já operar com renda fixa local, metais preciosos e criptomoedas. A novidade permite investir em ativos listados nas bolsas americanas.
A mudança é apoiada pela infraestrutura global da empresa, que promete menor número de intermediários e maior eficiência. O objetivo é tornar mais acessível o investimento internacional para o público brasileiro, mantendo o foco na competitividade de custos.
A Revolut destaca a eliminação do IOF e da taxa de câmbio (zero spread), segundo o CEO Glauber Mota ao E-Investidor. A empresa afirma que muitos bancos devolvem o IOF, mas com spreads elevados, onerando clientes. A proposta é oferecer câmbio mais barato.
Política de câmbio e visão de negócio
De acordo com Mota, a estratégia não busca margens altas, e sim fidelizar clientes com serviços internacionalizados. Cerca de um terço dos clientes utilizam apenas serviços locais, outro terço, apenas fora, e o restante usa os dois.
A tecnológica, que opera como Sociedade de Crédito Direto, planeja obter licença bancária total nos países onde atua. O objetivo é consolidar-se como instituição financeira local, não apenas como plataforma no exterior.
Crédito, cartões e expansão no Brasil
A Revolut também expande a oferta de crédito para clientes elegíveis em todas as categorias de cartão. A iniciativa pretende alcançar usuários com dificuldade de formalizar renda, como criadores de conteúdo e pequenos empresários.
Como parte da expansão, chega o cartão Ultra no Brasil, com anuidade de R$ 249,99. O cartão oferece até 3 pontos por dólar gasto, acesso a salas VIP globais, seguros, transferências internacionais, saques no exterior e atendimento 24 horas.
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