O setor de apostas regulamentadas pediu ao Ministério da Fazenda o bloqueio das plataformas Kalshi e Polymarket no Brasil. A demanda foi apresentada em reunião realizada em 27 de fevereiro de 2026. As plataformas operam no país sem regulação e permitem apostas em eventos como programas de TV e eleições.
Segundo as empresas licenciadas, Kalshi e Polymarket atuam sem aprovação ou sede no Brasil, configurando atuação fora do arcabouço regulatório local. O setor argumenta que isso favorece a atuação de mercados paralelos e desvirtua regras existentes para apostas. Quem atua sob licença pagou cerca de R$ 30 milhões pela autorização.
André Gelfi, presidente do IBJR, participou da reunião com a secretária de Prêmios e Apostas, Daniele Correa Cardoso. Ele avalia que o risco é ampliar o mercado ilegal quando usuários recorrem a sites hospedados fora do país sem seguir as normas nacionais.
Posição do governo
A Secretaria de Prêmios e Apostas informou que acompanha o tema tecnicamente. Não há até agora empresas brasileiras autorizadas pela secretaria a operar nesse segmento. O órgão ressalta cautela para evitar lacunas regulatórias e manter a coerência com a legislação.
Até o momento, os mercados de previsão não buscaram a SPA. O debate no Brasil é comparado ao que ocorre nos Estados Unidos, onde a Kalshi consegue vender derivativos baseados em eventos, mas enfrenta ações regulatórias em alguns estados.
O Poder360 entrou em contato com Kalshi e Polymarket para manifestação. Não houve resposta até a publicação. O texto será atualizado caso haja posicionamento.
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