A bolsa brasileira fechou em alta nesta terça-feira (10), com o Ibovespa avançando ante o recuo da aversão ao risco mundial. A perspectiva de que o conflito no Oriente Médio tenha desfecho mais breve contribuiu para a queda dos preços do petróleo, ajudando o ritmo de alta local.
O Ibovespa encerrou aos 183.241 pontos, com alta de 1,29%. O giro financeiro somou aproximadamente R$ 28,5 bilhões antes dos ajustes finais, sinalizando liquidez estável no pregão.
Petróleo em queda expressiva
Os contratos futuros do Brent caíram 11% e fecharam a US$ 87,80 por barril, após recuo de US$ 11,16. O WTI fechou em US$ 83,45, com queda de US$ 11,32, ou 11,9%. Ambos registraram a maior perda diária desde março de 2022.
Motivo central: demanda e oferta
O movimento ocorreu um dia após o presidente dos EUA sugerir encerramento rápido do conflito com o Irã, o que reduz incertezas sobre interrupções no fornecimento global. Os receios sobre interrupções ampliaram a volatilidade recente.
Dólar e cenário cambiário
O mercado cambial observou recuo inicial do dólar para a faixa de R$ 5,13, mas encerrou praticamente estável, com leve baixa de 0,14% para R$ 5,15. O dólar futuro de abril operou em torno de R$ 5,1850, queda de 0,27%.
Contexto econômico
A notícia de que o Irã pode instalar minas no Estreito de Ormuz elevou preocupações com o fluxo de petróleo, mantendo o mercado atento. A divisa brasileira acumula queda de 6,03% no ano frente ao dólar.
Entre na conversa da comunidade