O mercado de escritórios na Avenida Paulista registra crescimento acelerado e transbordo para áreas próximas, segundo a JLL. A vacância caiu de pico próximo a 15% para 4,3% em 2024, impulsionado pela demanda por ativos de alta qualidade.
Com pouca oferta de edifícios modernos na Paulista, proprietários devem reajustar aluguéis para cima conforme a demanda se mantém estável. Inquilinos-relacionados a bancos e empresas já sinalizam competição acirrada por ativos bem localizados.
A dispersão para as regiões vizinhas ocorre especialmente em Rebouças, Consolação e Centro, que passam a receber parte da demanda antes concentrada na Paulista. O objetivo é reduzir lacunas de disponibilidade na região.
Estoque de alto padrão
A diretora da JLL destaca estoque restrito de classe A na Paulista, com poucos terrenos disponíveis para novos empreendimentos. Isso aumenta a competição por ativos modernos na área.
Regiões como Avenida Rebouças ganham espaço como extensão premium, oferecendo edifícios novos que atendem aos requisitos das empresas que não encontram opções na Paulista. O Centro tende a absorver parte da demanda apenas com retrofit.
O Passeio Paulista, na Consolação, surge como alternativa rentável: lajes amplas ajudam a manter a atratividade, com ocupação próxima de 4% e inquilinos como Banco do Brasil e Exame/Saint Paul.
Perspectivas
Espera-se que a Rebouças continue reduzindo a vacância em 2025, absorvendo demanda da Paulista e de Nova Faria Lima. Empresas buscam modernidade sem os preços recordes do coração da Faria Lima.
A escassez de prédios Classe A na Paulista deve favorecer demanda por ativos Classe B bem localizados, com redução de vacância em toda a região. Patrimônios mais antigos podem receber valorização.
Para 2026 e 2027, novos estoques na Paulista e nos eixos adjacentes devem ficar em empreendimentos de até 10 mil m², com foco em Jardins e Rebouças, conforme a JLL. O Centro também pode absorver parte dessa demanda.
Entre na conversa da comunidade