O Ministério da Agricultura realiza nesta segunda-feira uma reunião com representantes de exportadores para tratar dos procedimentos de fiscalização fitossanitária aplicados às cargas de soja destinadas à China. A reunião é conduzida pela Anec, Associação Nacional dos Exportadores de Cereais.
A discussão ocorre após uma semana de restrições no fluxo de negociações de soja no Brasil, provocadas por novos protocolos exigidos para embarques com destino à China. O principal importador global de soja tem sido impactado por estas alterações.
Na semana passada, o presidente da Cargill no Brasil afirmou ter suspendido embarques para a China em decorrência das mudanças na inspeção. A informação gerou insegurança no mercado e citou impactos nos prazos de entrega.
Informações preliminares publicadas pelo Valor Econômico apontaram que o Ministério teria atendido, parcialmente, a demanda de tradings para ajuste dos procedimentos de fiscalização. A ANEC não confirmou oficialmente o atendimento.
O Ministério da Agricultura ainda não se posicionou formalmente nesta segunda-feira sobre o assunto. Em nota anterior, o órgão ressaltou que as exportações de soja e seus derivados seguem os protocolos dos países importadores, sem detalhar alterações.
Mudanças em inspeção e impactos no mercado
Ainda não houve confirmação oficial sobre novas regras, nem sobre datas de implementação. Traders avaliam efeitos sobre contratos e margens de negócio, com foco nos embarques programados para os próximos meses.
Segundo fontes do setor, a sinalização de possíveis ajustes visa alinhar inspeções entre Brasil e China, evitando retrabalho e atrasos. A China permanece como maior destino da soja brasileira.
Aintaharela não foi solicitada, mantendo o posicionamento de que os ajustes ocorrem dentro das normas internacionais e dos acordos bilaterais. O tema segue em pauta nas reuniões entre governo e setor exportador.
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