O governo federal avalia a implementação de medidas para apoiar exportadores atingidos pela guerra no Oriente Médio. A ideia é lançar um programa similar ao Plano Brasil Soberano, criado para enfrentar o tarifaço dos Estados Unidos. A finalidade é mitigar impactos logísticos e de custo.
Participam desse estudo ministérios e o BNDES, instituição que operou as linhas de crédito do Plano Brasil Soberano. O presidente da entidade, Aloizio Mercadante, informou que há cerca de 6 bilhões de reais disponíveis para uso adicional.
O objetivo é oferecer instrumentos extraordinários de apoio financeiro às exportações, com foco em reduzir custos logísticos e manter empregos. As discussões são internas, com avaliação de viabilidade técnica e orçamentária.
Ao longo das últimas semanas, setores produtores têm buscado ajuda da Fazenda. A ABPA pediu crédito para capital de giro e financiamento de exportações, em carta ao ex-ministro Fernando Haddad.
Outra demanda chegou da CNA, que pediu zerar alíquotas de taxa sobre frete marítimo. A confederação alega que a medida pode conter o avanço dos custos de fertilizantes importados, elevando preços de insumos.
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