A possibilidade de um ataque às infraestruturas de petróleo do Irã tem influenciado o preço do barril nas últimas semanas. As ações estão em foco após ameaças dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, de tomar medidas contra pontes e usinas de energia iranianas se ataques continuarem. Nesta segunda-feira, 6, o preço de referência atingiu cerca de US$ 110 por barril, segundo análise de Ricardo Buso em entrevista ao Conexão Record News.
O economista aponta que o cenário gera insegurança para a economia global e provoca um efeito cascata em diversos setores. O custo de transporte sobe, o que impacta especialmente a indústria do agronegócio, que depende de logística para deslocar grandes volumes de produto a baixo valor agregado. Mudanças no custo de produção são sentidas de forma rápida neste ramo.
Na avaliação de Buso, a inflação também é impactada. A combinação de maior custo logístico e dependência de combustível na produção pressiona números da inflação. A última pesquisa Focus divulgada mostrou projeção de 4,36% para 2026, acima da meta central de 3% e mais próxima da margem superior permitida, deixando alerta para a trajetória inflacionária.
Impactos globais e cenário brasileiro
As flutuações do petróleo elevam custos de importação e podem alterar preços ao consumidor, especialmente em itens com cadeia logística complexa. Empresas do setor industrial e de transporte observam volatilidade nos custos de insumos.
No Brasil, o quadro atual exige monitoramento de indicadores econômicos e políticas que mitiguem impactos na inflação sem frear o crescimento. Analysts destacam que o controle de riscos geopolíticos passa a ter papel relevante na formulação de perspectivas macroeconômicas.
Entre na conversa da comunidade