O preço do petróleo caiu acentuadamente após a notícia de que EUA e Irã acordaram um cessar-fogo de duas semanas, que inclui a reabertura do Estreito de Hormuz. O Brent caiu para US$ 92,99 o barril nesta quarta de manhã, enquanto o WTI ficou em US$ 94,70. O recuo ocorre mesmo com a volatilidade causada pela guerra, diminuindo as cotações, mas ainda acima dos níveis pré-conflito. O movimento acompanha a liberalização modesta de comércio e a redução de tensões, segundo analistas. A gasolina no atacado subiu para US$ 2,94 por galão, refletindo a alta recente do petróleo.
A ovação inicial dos mercados asiáticos contrasta com o recuo observado na Europa. O Tokyo Stock Exchange avançou, com o Nikkei 225 em alta de cerca de 5%, o Kospi sul-coreano subiu quase 6% e o Hang Seng se valorizou cerca de 2,6%. Já no Viejo Contente, o Stoxx Europe 600 recuou quase 7%, pressionado pela volatilidade acumulada nas semanas de conflito, antes do anúncio do cessar-fogo.
Confirmação e reação diplomática
O ministro das Relações Exteriores do Irã confirmou que o Estreito de Hormuz ficará aberto para navios durante as próximas duas semanas, sob gestão militar iraniana. O anúncio coincide com promessas de contenção por parte de Washington, que afirmou estar avaliando ações futuras conforme a situação evolua. Três frentes de atenção permanecem: a duração do cessar-fogo, a segurança das rotas marítimas e a continuidade da redução na volatilidade regional.
Perspectivas de mercado
Traders permanecem cautelosos, aguardando a durabilidade do acordo para confirmar o repique de demanda global e o retorno de fluxos de petróleo pelo Golfo. Mesmo com o recuo de preços, o mercado observa riscos de interrupções prolongadas que possam sustentar a inflação energética. A tensão entre as partes ainda se mantém como vetor de incerteza para o curto prazo.
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