O dólar encerrou nesta quinta-feira (9) em 5,0634 reais, queda de 0,77%, o menor nível desde 9 de abril de 2024. A desvalorização acumulada no ano chegou a 7,75%, em meio a sinais de arrefecimento das tensões no Oriente Médio.
O recuo ocorreu em linha com o desempenho externo da moeda norte-americana, apoiado pela percepção de menor risco no curto prazo. Investidores passaram a comprá-la menos como proteção e buscaram ativos domésticos mais líquidos, como ações.
O Ibovespa avançou, impulsionado por altas de Petrobras, ajudando a imprimir ganho para o mercado local. O dólar à vista ficou próximo de 5,06 reais, com operações de fim de tarde trazendo equilíbrio entre ganhos e perdas.
Desdobramentos geopolíticos
Circulou a informação de que o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu a Netanyahu para reduzir ataques ao Líbano, visando facilitar diálogo com o Irã. Em seguida, o premiô de risco recuou conforme Netanyahu informou início de tratativas com o Líbano.
O líder de Israel afirmou ter instruído o governo a abrir negociações com o Líbano. Tassos de que isso amenizaria tensões, ajudando o caminho para qualquer acordo entre Washington e Teerã. O Irã, por sua vez, reforçou condições sobre o controle do estreito de Ormuz.
Analistas destacam que a melhora no humor de mercados depende de um ponto de equilíbrio entre as exigências de Irã e EUA. Enquanto o petróleo recuou, o fluxo de capitais permaneceu favorável ao pregão doméstico, mantendo o real entre as moedas mais fortes.
Dados dos EUA divulgados nesta quinta mostraram atividade e inflação ainda acima da meta de 2%. O PIB do quarto trimestre ficou em 0,5% anualizado, abaixo do esperado, com efeitos possivelmente atribuídos à paralisação parcial do governo.
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