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Estoques de milho nos EUA seguem amplos; safras brasileiras mantidas

USDA mantém estoques finais de milho dos EUA em 2,127 bilhões de bushels para 2025/26, apesar de secas e tensões no Golfo Pérsico

Lavoura de milho
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Os estoques de milho nos Estados Unidos devem permanecer amplos, segundo o USDA, mesmo com a guerra no Oriente Médio pressionando custos de fertilizantes e influenciando decisões de plantio. O relatório mensal atualizou as projeções para milho, soja e trigo.

O agronegócio acompanha o impacto da conjuntura global, com analistas destacando que fertilizantes mais caros tornam o plantio de milho e trigo menos atrativo frente à soja. O conflito envolve EUA, Israel e Irã, afetando suprimentos no Golfo Pérsico.

Estoques dos EUA e condições de cultivo

O USDA manteve em 2,127 bilhões de bushels a projeção de estoques finais de milho 2025/26, estável frente ao mês anterior. A estimativa ficou próxima da expectativa de 2,128 bilhões de bushels projetada por analistas.

Para o trigo, a agência elevou os estoques finais 2025/26 a 938 milhões de bushels, ante 931 milhões em março, devido ao crescimento das importações. A safra de inverno segue prejudicada por seca que atinge áreas da planície.

A seca já afeta 71% do trigo de inverno, contra 55% na semana anterior, segundo o Monitor de Seca dos EUA. A colheita de trigo de inverno foi classificada como 35% boa a excelente, a menor posição para esse período em três anos.

Brasil: safra e exportação

O USDA manteve as projeções para as safras do Brasil 2025/26 em 180 milhões de toneladas de soja e 132 milhões de toneladas de milho. Em relação às exportações, houve ajuste para a soja: 115 milhões de toneladas, acima de março, com recuo de 950 mil toneladas nas embarcações dos EUA, para 41,9 milhões de toneladas.

No milho, as projeções de exportação para o Brasil permaneceram em 43 milhões de toneladas, enquanto as dos EUA ficaram estáveis em 83,82 milhões de toneladas. O Brasil continua sendo o segundo maior exportador mundial de milho, atrás dos EUA.

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