Ricardo Amado Costa, presidente da Febralot, afirmou nesta quinta-feira (9 abr 2026) que a pandemia e o Pix provocaram maior impacto nas lotéricas do que a regulamentação das apostas esportivas. O foco é a mudança no comportamento do consumidor e o movimento do mercado.
Segundo Costa, a digitalização bancária reduziu o fluxo de clientes nas casas lotéricas. Ele mencionou que hoje o consumidor paga contas pelo aplicativo e não busca as lotéricas para essas funções.
Apesar do crescimento das apostas esportivas, o presidente defende que o setor de loterias continua relevante. Costa informou que as bets movem cerca de R$ 250 bilhões, enquanto as loterias da Caixa arrecadaram R$ 26 bilhões em 2025.
Costa ressaltou que as apostas e as loterias são produtos distintos, com dinâmicas próprias. Ele afirmou que é necessário modernizar o setor para acompanhar o novo perfil do consumidor.
A Febralot discute com a Caixa a ampliação de pontos de venda e a adoção de novas formas de comercialização com uso de tecnologia. Uma das ideias é a criação do chamado cambista digital, com operadores móveis para registrar apostas fora da unidade física.
Para o presidente, a adaptação tecnológica é essencial à sobrevivência das lotéricas. Ele citou a necessidade de estar onde o cliente está e reforçou: não há tempo para errar, é preciso investir em tecnologia e modernização.
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