O saldo da poupança caiu em março, com saques superiores aos depósitos. A retirada líquida foi de 11,1 bilhões de reais, conforme relatório divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira.
No mês, foram aplicados 369,6 bilhões e saíram 380,7 bilhões. Rendimentos creditados somaram 6,3 bilhões, mantendo o saldo da poupança próximo de 1 trilhão de reais. Nos últimos anos, o padrão é de saques maiores que depósitos.
Fatores que influenciam o movimento da poupança
A diferença entre entradas e saídas ocorre em meio à manutenção da Selic em patamar elevado, que estimula investimentos com maior rendimento e reduz a atratividade da poupança. O Copom iniciou o ciclo de queda da taxa, mas ainda permanece atento a tensões externas.
No primeiro trimestre, a poupança acumula 41,2 bilhões de reais em retiradas líquidas. A autoridade monetária aponta riscos geopolíticos, como a guerra no Oriente Médio, como fator a monitorar para possíveis revisões do ritmo de cortes.
Cenário econômico e inflação
A inflação oficial de fevereiro fechou em 0,7%, com aceleração frente a janeiro. O IPCA acumulado em 12 meses caiu para 3,81%, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. A inflação de março será divulgada pelo IBGE na sexta-feira, com possíveis impactos da geopolítica.
O BC utiliza a Selic para guiar a trajetória da inflação e conter a demanda. Quando a taxa sobe, há efeito sobre o crédito e sobre o comportamento da poupança, influenciando o saldo agregado. A evolução da inflação continua sob monitoramento para o segundo trimestre.
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