O Tesouro Nacional informou que a carga tributária do Brasil atingiu 32,4% do PIB em 2025, a maior da série histórica. O valor representa alta em relação a 2024, quando ficou em 32,2%. O resultado atende ao objetivo de registrar o desempenho fiscal do ano.
A participação da União na carga tributária foi de 21,6% do PIB em 2025, frente 20,6% no fim de 2022, termos do governo anterior. Estados tiveram queda de 0,1 p.p. e municípios permaneceram estáveis, com elevação de 0,2 p.p. em 2025.
Componentes-chave da alta
A maior arrecadação veio do IRRF, com ganho de 0,23 p.p. do PIB, segundo o Tesouro Nacional. O crescimento reflete, segundo a equipe econômica, o aumento da massa salarial. O IOF contribuiu com 0,10 p.p. em 2025, ajudando o total a subir.
O governo atribui o movimento a medidas de ajuste fiscal, adotadas para alcançar metas de resultado primário. De acordo com Haddad, as mudanças buscaram ampliar a base de arrecadação de quem não pagava impostos.
Quadro agregado e perspectivas
As despesas públicas somaram 18,8% do PIB em 2025, ante 18% em 2022, conforme dados do Tesouro. Os impactos de 2026 incluem manutenção de tributos conhecidos, com efeito já observado no primeiro trimestre.
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