A expansão da geração de energia no Brasil cresceu rapidamente, mas a transmissão não acompanhou o ritmo. O país acumula energia de fontes renováveis que não chega aos centros de consumo com a mesma intensidade.
Dados recentes apontam um salto na capacidade instalada: de 175 gigawatts em 2020 para mais de 230 gigawatts em 2024, impulsionada principalmente por solar e eólicas. O consumo médio fica em torno de 110 gigawatts, gerando desperdício de parte da energia gerada.
O desequilíbrio territorial é central. Regiões Norte e Nordeste concentram a maior parte da geração; Sudeste e Sul concentram o consumo. Sem infraestrutura robusta, parte da energia fica interrompida ou não é utilizada plenamente.
Desafios da transmissão
A indisponibilidade de linhas de transmissão de longo alcance é apontada como entrave principal. Segundo especialistas, o sistema hoje está interligado, porém sem a robustez necessária para transportar todo o excedente energético.
A situação aumenta o risco de perder oportunidades econômicas. Indústrias intensivas em eletricidade, como data centers e setores de descarbonização, podem migrar para outros países com energia mais estável e menor gargalo.
Caminhos para ampliar a eficiência
Entre as soluções destacadas estão a construção de novas linhas de transmissão de longo curso e a melhoria da eficiência da rede existente. Técnicas de gestão de fluxo e integração de armazenamento, como baterias, são citadas como fundamentais.
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