O CEO do HSBC, Georges Elhedery, afirmou que o conflito no Oriente Médio e as incertezas geopolíticas já afetam a confiança dos clientes. A declaração foi dada durante entrevista à Bloomberg Television, em uma conferência do banco em Hong Kong.
Elhedery destacou que não é apenas o conflito em si, mas o tempo que pode levar para que a situação se estabilize que preocupa o HSBC. Ele prevê impactos globais que vão além da região, atingindo preços de commodities, petróleo e fertilizantes.
O HSBC é uma das instituições europeias mais expostas ao Oriente Médio, que responde por cerca de 4% do lucro antes dos impostos, segundo analistas do JPMorgan Chase. A instituição também detém 31% do Saudi Awwal Bank.
Desde o início das hostilidades, alguns clientes ricos começaram a buscar centros financeiros alternativos, com destinos como Cingapura e Hong Kong sendo mencionados entre opções.
Apesar do cenário desfavorável, Elhedery transmitiu otimismo sobre a capacidade de reação do banco. Ele lembrou a experiência de gerir interrupções da era Covid e disse que houve apenas um movimento de capital海外 fora da região até o momento.
O executivo afirmou que a maior parte do trabalho de reorganização já foi realizada, com a estratégia de pivô asiático ganhando força desde que ele assumiu, em 2024. O Hang Seng Bank foi privatizado, reforçando o foco no centro financeiro asiático.
O HSBC tem conduzido cortes de empregos e venda de unidades como parte de uma reforma ampla. A gestão busca reduzir funções de middle e back office, em linha com planos de eficiência citados pela Bloomberg.
Com mais de 200.000 funcionários, o banco mantém uma postura de prudência diante de uma eventual nova rodada de contenções de custos nos próximos anos, enquanto avalia impactos da volatilidade geopolítica no negócio global.
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