O mercado de energia volta a enfrentar alta de preços após a chegada, nesta semana, dos últimos navios do Golfo que deixaram o estreito de Hormuz antes do conflito regional rumo à Europa. Analistas indicam que o cenário pode manter as cotações em patamares elevados.
A Europa depende fortemente de petróleo e gás natural importados, com reservas de emergência acionadas pela IEA em março. A Comissão Europeia prepara novas medidas de apoio a cidadãos e indústrias diante da escalada de custos energéticos.
Brent oscilou próximo de 102 USD o barril, recuando para perto de 98 USD na sessão americana. O gás natural na referência europeia fica em torno de 45 €/MWh, após ter chegado a 74 €/MWh no auge do choque.
A liderança de especialistas aponta que o abastecimento de LNG permanece robusto, apesar da pressão de preços. Analistas destacam que a Europa deve iniciar o próximo inverno com estoques suficientes, ainda que a preços mais altos.
Desde o início do conflito com o Irã, 277 cargueiros de LNG chegaram à Europa, sendo 228 apenas na UE, segundo dados da Kpler. O último carregamento de LNG vindo do Qatar chegou ao Reino Unido em 10 de abril.
Pelo lado do petróleo, pelo menos 150 cargueiros com óleo permanecem presos no Golfo desde o fechamento do estreito. Mesmo sob esse cenário, estimativas indicam prazos de retorno aos fluxos normais entre 90 dias.
Analistas veem sinal de que um regime de trânsito mais definido começa a emergir no estreito de Hormuz. O centro de Larak, próximo a Bandar Abbas, coordena as travessias com documentos completos e verificação de cargas antes da passagem.
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