A média mensal de acumulação de Bitcoin chegou a cerca de 372.000 BTC em março, segundo dados apresentados por Sebastián Serrano, CEO da Ripio. A leitura aponta um aumento de 3.720% em 18 meses, partindo de 10.000 BTC em setembro de 2024.
Segundo Serrano, os detentores de longo prazo e tesouros corporativos vêm ampliando posições durante a lateralização dos últimos dois meses. A leitura indica que parte do mercado interpretou a recente correção como oportunidade de absorção, mesmo diante do cenário macro desfavorável.
A força de acúmulo, afirma o executivo, impulsiona o Bitcoin a deixar a estagnação com volatilidade que marcou o periodo de liquidações e o fundo do ciclo em fevereiro. Mesmo com o preço pressionado por fatores macro, participantes relevantes teriam aproveitado níveis abaixo de US$ 70 mil.
Serrano aponta que esse cenário ocorre em meio a um ambiente macro restritivo, com juros elevados nos EUA e tensões geopolíticas que afetam o apetite por risco. Capitais migrando para ativos tradicionais influenciam o processo de acumulação da criptomoeda.
Na análise, o CEO também destaca que movimentos de preço de ativos como petróleo, prata e ouro vêm refletindo o momento de menor apetite por risco, ao passo que o Bitcoin mantém uma força neste contexto. O intervalo temporal indica que a correlação recente não anulou o potencial de longo prazo.
Sobre o histórico de ciclos, Serrano cita padrões de halving que, nos anos anteriores, geraram picos cerca de 18 meses depois. A leitura atual sugere que o ATH de outubro de 2025 ocorreu 18 meses após o halving de abril de 2024, abrindo dúvidas sobre o comportamento da segunda metade de 2026.
O executivo afirma ainda que o atual ciclo pode não seguir a mesma estrutura dos anteriores, prevendo um inverno menos severo e mais curto para o mercado de criptomoedas. A observação se baseia em padrões históricos e na partir de dados recentes de acumulação.
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