A Fiemg, Federação das Indústrias de Minas Gerais, criticou o projeto do governo federal que visa reduzir a jornada de trabalho e acabar com a escala 6×1. A entidade classifica a medida como insustentável e eleitoreira, com potenciais impactos negativos para a economia.
Segundo a Fiemg, a proposta não está embasada em análises técnicas suficientes e poderia afetar a geração de empregos e a competitividade das empresas. A federação também cita um estudo interno que aponta queda de até 16% do PIB caso a medida seja aprovada.
O governo enviou o PL com urgência na terça-feira e estima que a tramitação dure cerca de três meses. A medida é apresentada como caminho para ajustar a legislação trabalhista de forma rápida.
Entenda a proposta
Tramitam na Câmara duas PECs sobre o fim da escala 6×1, mas o Executivo aponta que um PL com urgência facilita a aprovação. Um PL exige menos votos que uma PEC para avançar.
O presidente Lula afirmou, em redes sociais, que o envio do projeto é um passo relevante para a dignidade familiar e para avanços sociais, segundo a leitura oficial do governo.
Nesta quarta-feira, a admissibilidade das PECs era prevista para votação na CCJ, mas um pedido de vista adiou a análise, ampliando o tempo de avaliação entre os parlamentares.
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