O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou em entrevista à CNN Brasil que o governo precisa olhar com seriedade para as pesquisas e avaliá-las com cautela. Ele comentou dados da Genial Quest que indicam Flávio Bolsonaro à frente de Lula, dentro da margem de erro.
Haddad destacou um aparente paradoxo entre a economia em melhora e a percepção negativa entre a população. Segundo ele, a inflação deverá ser a menor da história nos próximos anos e o desemprego está no nível mais baixo já registrado. Diversos setores mostram recordes de vendas.
Entre os exemplos citados, o ex-ministro mencionou o programa Minha Casa Minha Vida, que, segundo ele, fechará o ano com 3 milhões de unidades contratadas, o maior volume da história. Também afirmou que a distribuição de renda atual é a melhor já observada.
Percepção da economia
Haddad ressaltou a necessidade de entender o que provoca incômodo na população, diante da diferença entre a realidade econômica e a sensação sobre o país. Na mesma pesquisa, quase metade dos entrevistados disse acreditar que sua vida pode melhorar economicamente.
Para o ex-ministro, as perguntas da sondagem podem não captar exatamente o que o governo precisa entender para enfrentar questões específicas. Entre as hipóteses, citou impactos no orçamento familiar e juros, que teriam início de queda porém de forma gradual.
Do ponto de vista macro, Haddad afirmou que o Brasil vive um ciclo de desenvolvimento sustentável e reiterou confiança nessa leitura, mesmo diante de sinais de insatisfação entre eleitores. Não houve avaliação sobre cenários políticos.
Agenda do governo
Durante a entrevista, Haddad informou que a Lei de Diretrizes Orçamentárias para o próximo ano seria apresentada nesta quarta-feira. O objetivo, segundo ele, é manter consistência nas contas públicas e ampliar programas sociais, em linha com o governo Lula.
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