O governo Lula revisou para cima a trajetória da Dívida Bruta do Governo Geral (DBG) até 2035. A nova projeção aponta pico de 87,8% do PIB em 2029, ante 84,2% em 2028 prevista em abril de 2025.
A mudança envolve o aumento da relação dívida-PIB, que pulou de 71,7% no fim de 2022 para 79,2% em fevereiro, segundo dados do governo. O acréscimo reflete juros mais altos, gastos crescentes e déficits primários persistentes.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, em atuação interina, explicou que o degeneramento decorre do cenário de juros. Ele indicou impactos da política monetária externa e de choques de preços no curto prazo.
Fatores que influenciam o cenário
Segundo Ceron, a piora de 2025 para 2026 deve-se ainda à nova regra de pagamento de precatórios. A mudança equilibrou despesas obrigatórias e discricionárias, segundo o governo, alterando a projeção fiscal.
A equipe econômica enviou a proposta de LDO, com a meta de excluir do cálculo de resultado primário os gastos com precatórios até 2035. A medida facilita o cumprimento de metas fiscais, mantendo o endividamento sob controle.
Dados adicionais
Até fevereiro, a Dívida Pública Federal (DPF) subiu cerca de R$ 2,95 trilhões desde o início do governo Lula, para alcançar R$ 8,84 trilhões. O FMI projeta dívida-PIB de 96,5% em 2026 e 106,5% em 2031, com diferenças metodológicas.
O Ministério da Fazenda afirmou que o planejamento de médio e longo prazo continua voltado à estabilização fiscal e à redução do ritmo de crescimento da dívida, ressaltando divergências de metodologia com o FMI.
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