A guerra entre Estados Unidos, Israel e o Irã está influenciando as perspectivas de lucros de empresas europeias, mesmo com expectativas de resultados sólidos no primeiro trimestre. Energia mais cara, gargalos na cadeia de suprimentos e inflação pesando sobre as previsões ajudam a manter o tom cauteloso no radar dos investidores.
Analistas dizem que o impacto depende da duração do conflito. Mesmo com elevação recente dos preços do petróleo, há sinais de que a atividade pode não despencar abruptamente, pela transmissão tardia dos custos às economias.
As ações europeias mostraram recuo inicial, seguiu de recuperação conforme a confiança se manteve estável. Economistas destacam que o efeito direto do Oriente Médio nas grandes companhias tende a ser moderado, mas a incerteza continua elevando o risco para o crescimento.
Empresas e impactos
A Tesco, maior varejista de alimentos do Reino Unido, sinalizou incerteza que pode pressionar lucros. A Pernod Ricard citou menor turismo como fator de queda nas vendas. A Barry Callebaut reduziu previsões, creditando interrupções na cadeia de suprimentos ligadas à guerra.
A easyJet projetou prejuízo maior no primeiro semestre, afetando as ações. A Dunelm informou que clientes estão reduzindo gastos por conta da instabilidade gerada pelo conflito.
Apesar disso, analistas veem potencial de resultados relativamente fortes no trimestre de janeiro a março. A Amundi aponta que o petróleo mais caro ainda pode ser repassado ao consumidor com atraso, limitando quedas abruptas na atividade.
No setor de tecnologia, a ASML apresentou lucro trimestral melhor do que o esperado e elevou a perspectiva para o ano, em meio ao impulso da IA. A Aixtron também registrou fortes encomendas e revisou para cima sua orientação de receita para 2026.
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