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Fraudes em seguros usam imagens de IA com danos falsos e relógios imaginários

Fraudes com IA crescem em seguros, com placas falsas e relógios imaginários; Admiral aponta alta de 71% e risco de rejeição de sinistros

Admiral A close-up of the damaged front of a grey Land Rover, with extensive damage to the bumper and lights of the vehicle. A white, partly-blurred number plate is positioned on the left of the bumper.
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A Admiral, seguradora com base em Cardiff, registrou um aumento de 71% em fraudes em 2025, frente a 2024. A companhia aponta o uso de inteligência artificial para manipular evidências como parte do problema. Dados foram compartilhados com a BBC Wales.

A Insurance Fraud Bureau afirmou que o setor está “preocupado” com sinistros gerados por IA e que investe em tecnologia para enfrentar a ameaça. O objetivo é detectar imagens manipuladas e documentos falsos apresentados em reivindicações.

Entre os exemplos identificados, estavam placas de veículo falsas, relógios simulados e danos exagerados. Em alguns casos, imagens geradas por IA mostraram itens inexistentes ou danos alterados para reforçar o pedido de indenização.

Como a fraude acontece

Documentos obtidos pela BBC Wales mostram que IA foi usada para criar fotos de itens que nunca existiram e para distorcer fotos já existentes. As peças foram enviadas à Admiral como parte de sinistros, mas foram detectadas pela equipe de fraude.

Uma imagem mostra uma placa de carro alterada para duplicar uma reivindicação, enquanto outra exibe um relógio de ouro e diamantes gerado por IA. Os danos em veículos também foram exagerados em algumas imagens.

Combate e perspectivas

A Admiral destaca que alguns casos foram rejeitados após a verificação. A indústria tem buscado combinar ferramentas próprias de detecção com software antifraude para identificar manipulações de IA. A colaboração entre empresas é parte da estratégia.

John Davies, do Insurance Fraud Bureau, aponta uso oportunista de IA para exagerar sinistros reais e para criar documentos falsos, aumentando a eficiência da fraude. A cooperação setorial é vista como crucial para mitigar o risco.

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