Hotéis nos EUA reduzem tarifas durante a Copa do Mundo 2026, diante de demanda menor que a esperada. Em cidades-sede como Atlanta, Dallas, Miami, Filadélfia e San Francisco, as diárias caíram cerca de 33% desde o pico do início do ano. A leitura é de dados da Lighthouse Intelligence.
Executivos do setor atribuem a diminuição a ingressos caros, temores de inflação e sentimento antiamericano entre torcedores internacionais. Alguns máximos dirigentes avaliam que a procura não atingiu o volume previsto pela FIFA. Cancelamentos de reservas de equipes também contribuíram.
A FIFA confirmou que milhares de quartos contratados para comissões técnicas e equipes foram cancelados, criando disponibilidade entre os jogos. Analistas destacam que a expectativa de superlotação inicial não se confirmou, deixando quartos ociosos na cidade.
A associação hoteleira de Nova York aponta que ainda não houve aumento expressivo da demanda, mesmo com a Copa em campo. Operadoras de hotéis relatam que o fluxo esperado de torcedores ao longo do torneio não se materializou.
Especialistas afirmam que a combinação de preços elevados de ingressos, custos adicionais de viagem e incertezas políticas e econômicas temperou o ânimo de torcedores internacionais. O efeito pode se estender à temporada de viagens de fim de ano.
Alguns operadores investem em opções de aluguel de curta duração, que, segundo executivos, podem atrair grupos de torcedores buscando reduzir custos. Ainda assim, a demanda doméstica pode compensar parte da queda externa, sem garantia de alta sustentação.
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