O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro ante janeiro, conforme divulgação do BC nesta quinta-feira (16). Em janeiro, o indicador havia avançado 0,78%, e o resultado ficou levemente acima da mediana de 0,55% estimada pelo Valor Data. O IBC-Br funciona como uma prévia do PIB.
O IBC-Br é composto por dados da indústria, comércio, serviços, agropecuária, além de informações do mercado de trabalho e crédito. Por ser divulgado mensalmente, ele serve como termômetro da atividade econômica e sinaliza a tendência do PIB, que é medido pelo IBGE apenas trimestralmente.
Em fevereiro, a alta do índice indica maior aquecimento da economia, o que costuma influenciar pressões inflacionárias. Quando a economia está mais forte, há maior emissão de renda e consumo, o que sinaliza ao Banco Central a necessidade de monitorar a inflação.
A relação entre atividade e política monetária guia a trajetória da Selic. Hoje, a taxa básica está em 14,75% ao ano, com o BC sinalizando que o ritmo de cortes depende do cenário macro e das perspectivas de inflação. O Copom afirmou buscar serenidade e novas informações.
A ata do último encontro indicou que, antes do conflito global, havia sinais de desaceleração da inflação no Brasil. Com o início da guerra, as expectativas de alta de preços aumentaram, mantendo o tema sob observação do BC. O comitê mantém aberta a possibilidade de ajustes futuros.
Do ponto de vista externo, o conflito aumenta a volatilidade de commodities, especialmente o petróleo, o que pode impactar custos de produção e logística. O efeito é uma pressão adicional sobre preços e sobre o cenário macroeconômico nacional.
Os agentes do mercado acompanham o desempenho do IBC-Br para calibrar previsões sobre o PIB e a trajetória da Selic. A autoridade monetária utiliza esses dados para decidir se haverá redução ou elevação da taxa, ajustando a política para conter a inflação.
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