Lufthansa anunciou nesta quinta-feira o fechamento da CityLine, sua subsidiária regional, alegando custos elevados de combustível e uma sequência de greves como fatores que aceleraram o plano estratégico. A medida é imediata, com a retirada permanente de 27 aeronaves operacionais da CityLine do programa de voos a partir do dia seguinte.
A CityLine emprega cerca de 2.000 pessoas, que tiveram a opção de seguir empregados em outras subsidiárias do grupo. A empresa informou que os preços do querosene duplicaram desde o início do conflito no Oriente Médio, agravando perdas no negócio regional.
Além do ajuste de frota, a Lufthansa informou uma redução dos serviços de longa e curta distância a partir do verão, com o objetivo de cortar custos. O diretor financeiro Till Streichert destacou que o foco será tornar as plataformas de curto e médio alcance mais competitivas.
Reestruturação operacional
A Lufthansa planeja reduzir a capacidade de voos intercontinentais em seis aeronaves ao final do cronograma de verão. No inverno de 2026/27, a medida prevê a retirada de mais cinco aeronaves de seis destinos diferentes, impactando voos sob a marca principal.
Contexto de mercado
A companhia também citou o aumento contínuo dos custos de combustível, além de greves que já se repetem há dias entre comissários de bordo e pilotos. Fontes associadas ao setor apontam pressão adicional sobre o planejamento de rotas e custos operacionais.
Desempenho financeiro
Na bolsa, a ação da Lufthansa caiu mais de 1,5% na tarde de quinta-feira, em Frankfurt, refletindo a divulgação das medidas e o contexto de custos elevados no setor.
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