O governo federal definiu as regras para acesso a uma nova rodada de crédito destinada à atividade produtiva, com 15 bilhões de reais no âmbito do Plano Brasil Soberano. As condições foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional, e o BNDES deve iniciar as linhas em até 30 dias.
A medida visa atender empresas impactadas por tarifas e restrições no mercado externo, reforçar a competitividade das exportações brasileiras e reduzir déficits em setores estratégicos da indústria. O foco é manter a produção e a inserção internacional em cenário de maior rigidez do comércio global.
Aloque de recursos ocorrerá em três grupos: exportadores atingidos por tarifas dos EUA, setores de maior intensidade tecnológica e empresas com presença relevante no Oriente Médio. O objetivo é apoiar capital de giro, expansão externa, aquisição de máquinas e inovação.
Nos termos do crédito, as operações diretas com o BNDES têm taxas a partir de 0,94% ao mês para investimentos e 1,28% para capital de giro de grandes empresas. Micro, pequenas e médias empresas terão 1,17% para giro/exportação e 1,05% para bens de capital.
Nas operações indiretas, via bancos, os encargos variam de 1,06% a 1,41% ao mês, dependendo do tipo de operação. Os prazos vão até 5 anos para giro e aquisição de máquinas, com carência de até 12 meses; projetos de investimento podem chegar a 20 anos, com até 4 anos de carência.
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, ressaltou que o plano apoia empresas afetadas por mudanças no comércio global, incluindo exportação ao Oriente Médio e tarifas dos EUA. A iniciativa busca ainda estimular setores com déficit na balança comercial, como saúde e tecnologia.
O desenho do programa aponta para o uso de crédito direcionado como instrumento para sustentar a atividade industrial e ampliar a inserção brasileira no mercado internacional, em meio a restrições comerciais internacionais.
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