O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a investigação dos EUA sobre o Brasil, baseada na Seção 301, não pode virar teatro para impor tarifas. A declaração ocorreu nesta sexta-feira, 17, em Washington, durante as reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial.
Durigan participou de encontros com autoridades americanas e disse que a pauta tratou de inteligência artificial, stablecoins e cooperação internacional. Segundo ele, não houve discussão significativa sobre a Seção 301 nas reuniões com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.
Na entrevista, o ministro destacou a importância de discutir também minerais críticos com países do G7, defendendo maior adensamento tecnológico no Brasil e rejeitando a ideia de exportar insumos sem processamento para o exterior.
Sobre as medidas para mitigar impactos da guerra no Irã, Durigan sinalizou que podem não se manter além de maio, se o conflito terminar, mas observa incerteza elevada. Ele citou uma integração semanal com o FMI e o Banco Mundial para orientar ações com base na experiência internacional.
Durigan comentou ainda sobre a classificação de organizações criminosas como terroristas. Ele disse que, embora perigosas, não seriam consideradas terroristas pelos EUA. A parceria entre Receita Federal e a aduana norte-americana, anunciada recentemente, foi citada como positiva.
O ministro informou que o plano de renegociação de dívidas de famílias e empresas está pronto para ser anunciado, sem gasto primário do Tesouro. O governo planeja mobilizar garantias para esse pacote, sem detalhar a operação.
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