A Resolução 175 da CVM, vigente desde setembro de 2023, alterou o funcionamento do mercado de FIDCs ao ampliar o acesso de varejo, limitar perdas aos valores investidos e esclarecer responsabilidades entre prestadores de serviços. O resultado observado foi um avanço significativo no volume de operações com esses fundos no Brasil.
Segundo análises com base em dados da ANBIMA, as emissões de FIDCs registraram crescimento expressivo após a adoção da norma. Em comparação entre os períodos 2022/2023 e 2024/2025, o valor total das emissões aumentou cerca de 87,8%.
A VERT, atuante no segmento de produtos estruturados, teve desempenho ainda mais citado. O número de operações com FIDCs subiu de 11 para 40, um ganho de 264%. O volume agregado dessas operações alcançou R$ 17,3 bilhões, alta de aproximadamente 352% frente ao período anterior. A empresa respondeu por cerca de 10% do volume total do mercado de FIDCs.
Para o mercado, a mudança também trouxe maior demanda por infraestrutura, tecnologia e conhecimento técnico, conforme aponta Gabriel Lopes, sócio responsável pelo time comercial da VERT. A instituição afirma que a expansão do acesso não foi acompanhada de maturidade suficiente em todos os gestores, o que requer atenção a padrões operacionais.
Impulso ao mercado e perspectivas
A norma ampliou o leque de investidores e reforçou regras sobre ganhos máximos e atribuições entre participantes. Especialistas destacam que esse conjunto de mudanças pode sustentar o crescimento, desde que haja melhoria contínua de governança e controles. O efeito observado até 2025 aponta para um mercado de FIDCs mais ativo e estruturado.
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