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Dólar abaixo de R$5 sinaliza momento favorável para compra, dizem analistas

Dólar perto de R$ cinco incentiva compras fracionadas; volatilidade persiste com guerra no Irã e incertezas eleitorais

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O dólar ficou abaixo de 5 reais na última semana, fechando a cotação em 4,997 reais na segunda-feira. O movimento marcou o retorno da moeda a patamar não visto desde 2024 e reacendeu atenções de quem precisa da moeda para viagens ou diversificação de investimentos.

Para especialistas ouvidos pela Folha, o momento é propício para compras fracionadas, visando formar preço médio ao longo do tempo. A leitura é de que a queda teve apoio no otimismo sobre o fim da guerra no Irã, ainda com incertezas sobre o desfecho do conflito.

A estratégia de preço médio consiste em adquirir dólares aos poucos, reduzindo o risco de quedas ou retomadas abruptas. Outro ponto citado é a distância geopolítica do Brasil em relação ao conflito, beneficiando o real.

Como investir na prática

Investidores são orientados a dividir a compra em pelo menos três etapas, pensando no longo prazo. A ideia é tratar a moeda como proteção contra oscilações no curto prazo, sem abandonar o foco no horizonte temporal desejado.

Para quem quer manter exposição de forma indireta, ETFs e fundos cambiais são opções comuns. Contas internacionais e cartões pré-pagos também aparecem como alternativas para uso diário, especialmente em viagens.

No campo fiscal, IOF, IR e spreads podem afetar o custo da operação, dependendo do instrumento escolhido. Fundos cambiais costumam ter taxas de administração, enquanto contas internacionais podem oferecer tarifas diferenciadas em promoções.

A rotação de mercados favorece ativos brasileiros ante ambientes de maior risco geopolítico. O diferencial de juros entre Brasil e EUA também atrai fluxos, fortalecendo o real e sustentando a atratividade de posições em moeda local para o carry trade.

Entretanto, o cenário permanece volátil. A perspectiva de uma eleição presidencial em 2026 acende alerta sobre novos gastos públicos e impactos fiscais, o que pode alterar o humor dos investidores e pressionar o câmbio novamente.

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