A Copa do Mundo de 2026, marcada pela disputa entre Estados Unidos, México e Canadá, deve impactar as economias dos três países de forma limitada, segundo a Moody’s Analytics. O torneio terá início em junho, com jogos realizados principalmente nos EUA, e ocorre em três países pela primeira vez.
De acordo com o relatório, o efeito agregado no PIB será pouco expressivo. O México deve registrar o maior ganho relativo, estimado em 0,13 ponto percentual em 2026. Nos EUA, o impacto fica em 0,05% e, no Canadá, em 0,07%.
O dinamismo vem do peso das economias. Embora os EUA recebam a maioria das partidas, o tamanho da economia dilui o efeito. No México, o consumo de turistas e os impactos indiretos pesam mais proporcionalmente.
O modelo da Copa 2026 reduz o gasto com infraestrutura. As obras já existentes passam a sustentar o torneio, elevando a participação de consumo direto: ingressos, hospedagem, alimentação e lazer, concentrados em grandes centros.
Nos EUA, cidades como Califórnia, Texas, Nova York e Miami devem concentrar as atividades. No Canadá, Toronto e Vancouver devem liderar o movimento. No México, a Cidade do México pode se beneficiar mais ao funcionar como base para explorar o interior do país.
Riscos costumam acompanhar eventos de grande porte. A Moody’s aponta que ingressos podem ficar mais caros que na Copa do Catar, limitando parte da demanda. Tensões geopolíticas e políticas migratórias também podem influenciar custos e fluxo de visitantes.
Ainda assim, a avaliação é de que o saldo econômico tende a ser positivo, especialmente para países com economias menores, mais sensíveis ao impulso turístico. O torneio, em pleno verão no hemisfério norte, deve manter uma agenda de eventos relevante nas três sedes.
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