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Dólar abre próximo da estabilidade com guerra no Irã em foco

Dólar fica próximo da estabilidade em R$4,981, com petróleo em alta após o Irã reabrir o estreito de Hormuz, impacto misto sobre Petrobras e Ibovespa

Várias notas de 50 dólares americanas dispostas lado a lado em uma superfície plana, mostrando detalhes do retrato e elementos de segurança.
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O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (20) próximo da estabilidade, após o Irã fechar novamente o estreito de Hormuz e rejeitar nova rodada de negociações com os EUA. Às 9h34, a moeda norte-americana caía 0,04%, para R$ 4,981, enquanto o índice DXY subia 0,17%.

Na sexta, o dólar caiu 0,18% e a Bolsa caiu 0,55%, com o patamar em 195.733 pontos. No fim de semana, a região voltou a registrar interrupções no tráfego, com ataques iranianos a embarcações no estreito de Hormuz.

Teerã afirmou ter retomado regras mais rígidas de passagem após acusações de violações dos EUA. O Irã também disse que Washington não conseguiu pressão nem apoio internacional para a guerra, segundo relatos veiculados pela imprensa.

Crise geopolítica e impactos

Donald Trump reagiu às afirmações, alegando que o Irã está fazendo graça e que não poderá chantagear os EUA. O presidente americano manteve a ameaça de destruir infraestrutura no país. O tom político reforça a incerteza no mercado.

O petróleo reagiu com alta, após mensagens contraditórias sobre o conflito. O Brent era cotado em cerca de US$ 95,29 por volta das 8h20, com máxima de US$ 97,50, apoiando pressões inflacionárias e risco global.

Setor de energia e Ibovespa

Na sexta, a reabertura de Hormuz e a possível trégua fizeram o Brent recuar de mais de 10% na semana anterior. O mercado brasileiro acompanhou o movimento, com queda de ações ligadas a petróleo, como Petrobras, que recuou quase 5%.

Analistas destacam que o enfraquecimento do dólar favorece o real, mas a desvalorização do petróleo pressiona empresas do setor. A petrolífera brasileira caiu, pesando no Ibovespa, que manteve o viés de tensão devido ao cenário externo.

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