O iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), gerido pela BlackRock, registrou entradas superiores a US$ 966 milhões na semana encerrada em 17 de abril. O ETF foca ações brasileiras e atingiu o maior fluxo semanal desde janeiro de 2011, segundo dados compilados pela Bloomberg.
Ao todo, o EWZ soma mais de US$ 3 bilhões em recursos novos no ano. Investidores têm se posicionando diante de um ano decisivo para o mercado brasileiro, em meio a expectativas de cortes de juros e de políticas mais favoráveis ao mercado após a eleição presidencial de outubro.
A forte atuação externa ocorreu em um contexto de volatilidade global, com o mercado externo reagindo a avanços no conflito no Oriente Médio e a mudanças na percepção sobre o ritmo de afrouxamento monetário no Brasil. O papel é visto como hedge parcial pela banca diante dessas incertezas.
Segundo analistas, o interesse estrangeiro por ações brasileiras tem sido seletivo, dependendo de resultados corporativos e da escolha de setores, em vez de uma alta generalizada. O enfoco está em setores ligadas a commodities, energia e exportação.
Dados da Bloomberg mostram que o conjunto de ETFs de mercados emergentes negociados nos EUA também teve entrada robusta na semana, totalizando US$ 3,29 bilhões, impulsionado pelo fluxo no EWZ e pela percepção de recuperação parcial nos mercados globais.
A leitura de especialistas aponta que o fluxo recente não implica convicção irrevogável, mas sinaliza apetite por ativos brasileiros com a perspectiva de menor volatilidade no cenário político e econômico. Acompanham-se ainda movimentos de política monetária no Brasil.
O desempenho do EWZ ocorre em paralelo com o índice MSCI de mercados emergentes, que acumulou quase 15% de alta em abril, após recuo no mês anterior. Estrategistas ressaltam a importância de acompanhar resultados corporativos e anúncios oficiais até as eleições.
A notícia destaca o papel do Brasil como destino de recursos em meio a riscos globais, com avaliação de que o país pode se beneficiar de sinais de desaceleração da inflação e de avanços em negociações que influenciam a trajetória da taxa Selic.
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