O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, disse que o tema do fim da escala 6×1 precisa considerar as particularidades de cada setor. Ele informou que o governo apoia a redução da jornada, mas que a definição sobre a implementação caberá ao Congresso.
Durante visita à fábrica da Unipar em Cubatão, ele afirmou que avanços tecnológicos aceleram mudanças no mercado de trabalho e que há necessidade de debate amplo sobre o tema. A pauta reflete uma tendência internacional de reduzir a jornada.
Alckmin ressaltou que a análise detalhada deve ocorrer no Congresso, destacando que a redução da jornada acompanha mudanças globais e o uso de recursos humanos mais qualificados. O governo mantém o objetivo de avançar com a proposta.
Há resistência no setor produtivo diante do impacto econômico esperado com a mudança na jornada. Entidades já estimaram custos significativos para indústria e serviços, o que alimenta o debate sobre viabilidade e impactos.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estimou aumento de custos de até R$ 267 bilhões anuais para a indústria; já a CNC projetou custos de até R$ 235,8 bilhões para serviços. Estudiosos do Ipea apontam variação similar a reajustes históricos de salário mínimo.
O governo já enviou ao Congresso um projeto de lei com urgência constitucional para estabelecer o modelo 5×2 e reduzir a semana de 44 para 40 horas sem redução salarial. Também tramita uma PEC sobre o tema na CCJ da Câmara.
Durante a visita, Alckmin comentou ainda o acordo Mercosul-UE, que passa a vigorar provisoriamente em 1º de maio. Ele descreveu o acordo como exemplo de multilateralismo, apontando potencial para ampliar mercados.
Segundo o presidente em exercício, quase 500 produtos brasileiros terão desoneração total de impostos na entrada na UE, com outros recebendo degradação gradual ao longo dos anos. O comentário foi feito como benefício estratégico para as exportações.
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