O preço do petróleo voltou a subir neste início de semana. Na segunda-feira (20), os valores avançaram mais de 5% em meio a dúvidas sobre negociações de cessar-fogo entre Irã e EUA e ao receio com o fluxo de petróleo pelo estreito de Ormuz. Nesta terça (21), o barril Brent registrou alta de pouco mais de 1%.
Especialistas apontam que, para as moedas envolvidas, o ideal seria encerrar o conflito o quanto antes. Contudo, a racionalidade nem sempre prevalece em relações entre países com interesses estratégicos e geopolíticos.
No Brasil, a visão é de potencial positivo, especialmente na exportação de biocombustíveis e minerais críticos. Segundo economistas, o país pode se firmar como importante player global nesse segmento, desde que aproveite o momento e amplie investimentos.
Perspectivas globais e impactos locais
O economista Roberto Troster aponta que o FMI elevou previsões de crescimento do Brasil em recente revisão, mesmo com queda da projeção mundial. O efeito demanda favorável aos commodities pode sustentar ganhos para o país.
Sobre a volatilidade do petróleo, Troster afirma que a tendência de queda, com fim do conflito, é provável, mas não imediata. O mercado pode levar semanas para refletir o cenário político.
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