O governo francês informou nesta terça-feira que compensará integralmente o impacto econômico da crise no Irã por meio do congelamento de parte dos gastos. A medida faz parte de uma nova rodada de apoio às famílias diante do choque nos preços de energia. A confirmação ocorreu após reunião com parlamentares.
Segundo o ministro das Finanças, Roland Lescure, a crise pode custar entre 4 e 6 bilhões de euros, com o aumento dos juros da dívida respondendo por cerca de 3,6 bilhões. O anúncio considera custos totais até o limite superior. Os números refletem o período desde o início do conflito.
O governo destacou que pretende manter o equilíbrio orçamentário, segurando 6 bilhões de euros em gastos para absorver o impacto. O ministro do Orçamento, David Amiel, informou que novas medidas serão anunciadas à noite, com foco em consumidores afetados pelos preços da energia e naqueles que dependem de veículos para trabalhar.
Medidas de apoio anunciadas
Lecornu deve apresentar as diretrizes para as novas medidas no início da noite, dirigidas a famílias e setores mais vulneráveis. A ideia é manter subsídios direcionados, especialmente para transporte, pesca e agricultura.
Contexto fiscal e pressões políticas
A França, com déficits elevados, mantém o programa de apoio limitado a setores prioritários. A oposição exige diferentes opções de ajuda, incluindo possíveis cortes no IVA, enquanto há demanda por controle de preços da energia por parte de setores da esquerda radical.
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