Os contratos futuros do trigo dos EUA avançaram na segunda-feira (20) devido ao frio intenso no fim de semana que pode danificar a safra de inverno já pressionada pela seca. Os ganhos dependem de chuvas previstas para as áreas mais secas do cinturão de trigo.
O milho acompanhou a alta do trigo, ante a possibilidade de que o frio e a chuva ameacem o plantio no Meio-Oeste. A soja foi negociada de forma volátil, encerrando com queda modesta em termos de preço.
O movimento foi sustentado pela elevação acentuada dos preços do petróleo, alimentando temores sobre interrupções na tensão geopolítica no Oriente Médio que possam impactar a oferta global.
Comercializadores aguardam o relatório do USDA sobre progresso e condições das safras, com divulgação prevista para esta segunda-feira. Analistas consultados pela Reuters estimam 33% do trigo de inverno em condições boas ou excelentes.
Segundo a previsão, a nota de moisture do trigo pode refletir continuidade da seca, mas o mercado evita altas rápidas por conta das chuvas previstas nas próximas semanas. A leitura do USDA pode confirmar esse cenário.
O trigo para maio na Bolsa de Chicago subiu 5,75 centavos, para US$ 5,97 por bushel. O milho para maio subiu 3,25 centavos, a US$ 4,52 o bushel, e a soja para maio ficou em US$ 11,6775 o bushel.
Meteorologistas apontam que a chuva deve prejudicar o plantio de milho e soja no Meio-Oeste nas próximas duas semanas, pressionando as perspectivas de avanço das culturas na temporada.
Analistas esperam que o USDA indique que, até domingo, 11% da safra de milho e 12% da soja já tenham sido plantados nos EUA, cenário que pode variar conforme as condições climáticas.
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