O dólar fechou a quarta-feira em queda, influenciado pelo noticiário do Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã pelas redes sociais. O câmbio à vista terminou em R$ 4,9736, queda de 0,01%.
No acumulado do ano, a moeda americana recuou 9,39% frente ao real. O dia teve oscilações próximas a margens estreitas, com a cotação já atingindo R$ 4,9550 na abertura e alcançando R$ 4,9914 na máxima, às 9h16.
A tensão na região persiste, com o Irã reportando apreensões de navios porta-contêineres no Estreito de Ormuz. A Reuters aponta que a operação ocorreu após disparos contra embarcações, elevando a percepção de risco geopolítico.
Dólar e petróleo sob pressão de cenário externo
Paralisando parte das negociações, o petróleo Brent superou US$ 100 o barril, ao passo que o dólar manteve ganhos contra outras moedas. O Brent fechou em US$ 101,91, alta de 3,48%, e o WTI subiu 3,67%, para US$ 92,96.
Estoque de petróleo dos EUA aumentou em 1,9 milhão de barris; gasolina caiu 4,6 milhões de barris, e volumes de refinados recuaram 3,4 milhões, segundo a AIE. Os dados ampliaram a leitura de demanda global fraca.
Ibovespa e impacto no mercado brasileiro
O Ibovespa fechou em queda de 1,65%, aos 192.888,96 pontos, com maior pressão de bancos. O volume financeiro somou R$ 26,59 bilhões. Analistas destacam ajustes após a véspera de feriado e movimentos de ADRs.
Thiago Pedroso, da Criteria, aponta que a sessão reflete revisão de risco e saída de estrangeiros, embora o índice mantenha alta acumulada no ano. Ações da Petrobras atuaram como amortecedor pontual ante o avanço da commodity.
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