Os estoques globais de petróleo devem chegar a níveis historicamente baixos, segundo um relatório do Goldman Sachs. A instituição aponta que, mesmo com sinais de recuperação dos fluxos no Estreito de Ormuz, o aperto nos estoques persiste.
O documento, enviado na noite de terça-feira (21), indica média de 6,3 milhões de bpd de estoque visível em abril até o momento. O recuo depende de fatores variados, como produção e demanda, ainda sem sinal de normalização rápida.
Além disso, o Goldman estima uma redução total de 10,9 milhões de bpd em petróleo global neste mês, incluindo derivados em países fora da OCDE. Esse ritmo é o mais intenso desde 2017, segundo o banco.
As estimativas sobre os fluxos no Estreito de Ormuz mostram 10% do normal. A recuperação plena tende a ocorrer de forma gradual, devido a restrições logísticas como tempo de viagem e limites de velocidade em oleodutos.
Os analistas destacam que as quedas de estoques devem se estender até maio ou além disso, mantendo mercados físicos sob pressão e elevando prêmios para entrega imediata em relação às previsões.
Uma consequência observada é o descolamento entre o preço atual do barril para entrega imediata e os futuros de curto prazo, explicado pela restrição de oferta e pela incerteza geopolítica.
As exportações dos Estados Unidos atingiram 12,7 milhões de bpd na semana anterior, um recorde, com indícios de elevação adicional em maio. Porém, oleodutos no Texas operam perto da capacidade, limitando crescimento adicional.
No Golfo Pérsico, o fluxo estimado é de 9,3 milhões de bpd, equivalente a 40% do normal, conforme o relatório do Goldman Sachs. A instituição reforça que a reabertura de Ormuz não garante alívio imediato dos estoques.
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