A FGV informou que a inflação ao produtor acelerou até o começo de abril, com o IGP-10 subindo 2,94% no mês, após queda em março. O indicador acumula 2,57% no ano, pressionado pelos preços de matérias-primas e combustíveis diante da guerra no Oriente Médio.
O IPA, componente do IGP-10, avançou 3,81% em abril, ante queda de 0,39% em março. Economista da FGV atribui a alta aos desdobramentos geopolíticos, ainda não integralmente repassados aos demais setores da economia.
Segundo a equipe da FGV, o choque não se restringe aos combustíveis e deve afetar insumos como ácido sulfúrico e fertilizantes. Ibrea aponta que efeitos continuam em curso e devem pressionar preços no curto prazo.
Inflação ao consumidor e construção
No varejo, o IPC subiu 0,88% em abril, com altas em sete das oito classes de despesa, impulsionadas por transportes e alimentação. Ponto de atenção aos impactos da guerra na dinâmica de preços do consumidor.
No varejo da construção, o INCC avançou 0,88% em abril, acima de março (0,29%). Subiu especialmente o grupo de materiais e equipamentos, seguido pelos serviços. O relatório indica continuidade das pressões inflacionárias no curto prazo.
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