O conflito no Oriente Médio pode influenciar as eleições presidenciais no Brasil, segundo análises divulgadas em Washington. Em debates do FMI, autoridades debateram os impactos dessa crise na economia global, especialmente pela alta do petróleo e gargalos logísticos. O cenário varia conforme a duração do conflito.
Analistas apontam que o bloqueio de exportações, inclusive de fertilizantes, pode provocar inflação global. A possibilidade de acordo entre Irã e Estados Unidos, com abertura parcial do Estreito de Ormuz, é vista como factor de alívio gradual para preços de energia e alimentos.
Para o Brasil, a janela de incerteza favorece o governo Lula se o cessar-fogo se confirmar. A percepção é de que aumentos de preço podem desacelerar antes das eleições, ajudando o cenário do governo. Caso persista a crise sem acordo, custos com fertilizantes, diesel e economia doméstica podem favorecer a oposição.
A hipótese de cessar-fogo, com reabertura parcial do Estreito de Ormuz, aparece como cenário mais benigno para o Brasil. Contudo, a continuidade do conflito gera riscos de inflação mais firme e pressão sobre o custo de vida, influenciando o humor do eleitorado.
Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas do Grupo Eurasia, apresenta a análise de que os desdobramentos globais dependem da evolução do conflito. O estudo foi apresentado em formato de vídeo para o WW, com foco nas repercussões para a economia mundial e para o Brasil.
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