Em artigo de opinião, o CFO da Minerva Foods, Edison Ticle, apresenta uma mudança de leitura sobre a transição energética. O texto defende que o tema deixou de ser ambiental ou ideológico para assumir uma função de gestão de risco.
Segundo Ticle, recentes episódios geopolíticos, especialmente no Irã, evidenciam vulnerabilidades da economia global. O Estreito de Ormuz é citado como chave, com cerca de 20% do petróleo mundial passando pela rota. Interrupções there podem pressionar preços.
O autor aponta que a dependência de regiões instáveis coloca em risco cadeias produtivas. A transição deve ser vista, portanto, como instrumento de redução de risco sistêmico, não apenas de escolha energética.
O artigo destaca impactos diretos na inflação e no custo de vida, especialmente para os mais vulneráveis. Choques no preço do petróleo afetam transporte, alimentação e energia, ampliando desigualdades.
Além da diversificação, a visão apresentada envolve *onshoring*, regionalização e novas fronteiras de produção energética. A ideia é fortalecer a autonomia industrial e reduzir a exposição a choques externos.
De acordo com o texto, a transição não requer ruptura abrupta, mas planejamento estratégico. Energias renováveis, eficiência e tecnologia aparecem como ferramentas de resiliência econômica e política.
O tema é sintetizado como uma reinterpretação da transição: não apenas substituição de fontes, mas reconfiguração de cadeias produtivas e proteção ao desenvolvimento econômico. Edison Ticle assina o argumento.
Entre na conversa da comunidade