O dólar abriu esta quarta-feira (22) cotado a 4,96 reais e ficou estável diante do real, com investidores atentos a tensões no Oriente Médio. O cenário de petróleo em alta não impediu a moeda brasileira de recuar marginalmente.
Segundo o economista Ricardo Buso, a queda do dólar está relacionada à autossuficiência brasileira em petróleo. O Brasil produz excedentes que não dependem dos grandes mercados externos, o que reduz vulnerabilidade a choques.
A trégua entre Estados Unidos e Irã também entra no jogo, segundo o especialista, que aponta impactos positivos para as exportações brasileiras. Com a demanda interna estável, o país sustenta ganhos no câmbio.
Nos EUA, a produção de petróleo não basta para atender a demanda, o que gera pressões de preço. Mesmo assim, o Brasil apresenta vantagem por não depender do Oriente Médio para abastecer o consumo doméstico, afirma Buso.
A percepção de que o petróleo pode subir ainda não se traduz automaticamente em repasses imediatos ao consumidor brasileiro. A Petrobras opera com uma política de repasse condicionado a tendências de mercado e câmbio.
Em síntese, a combinação de autossuficiência energética e gestão de preços ajuda o real a manter força frente ao dólar, mesmo com volatilidade global. A tendência depende da evolução do câmbio e das exportações brasileiras.
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