Aena contratou a McKinsey & Company para desenhar seu novo plano estratégico 2027-2031, que será apresentado ainda neste ano. O acordo ocorre em paralelo ao quadro regulatório do período, com investimento estimado em 13 bilhões de euros entre as áreas aeronáutica (regulado) e comercial (não regulado).
A consultoria está entre as duas propostas recebidas e receberá quase 1 milhão de euros por serviços previstos para um ano. A decisão foi confirmada por fontes da empresa e consta de documentação oficial.
O plano de investimentos, que deve chegar ao Conselho de Ministros em setembro, tem foco em ampliar capacidade aeroportuária e ampliar oportunidades comerciais, incluindo uso de Inteligência Artificial e medidas para reduzir impactos ambientais.
McKinsey e o novo roteiro de Aena
Segundo a direção, a maior parte do montante, até 10 bilhões, está atrelada às tarifas aeroportuárias pagas pelas companhias aéreas. A meta é atender um tráfego de 1,69 bilhão de passageiros nos próximos cinco anos, com atenção especial a espaços como o Barcelona-El Prat.
Além de Brasil, Reino Unido e México, a Aena expande presença internacional, mantendo base operacional na Espanha. O presidente manteve a garantia de continuidade da liderança por mais quatro anos, destacando a transformação da empresa em multinacional com base na Espanha.
Contexto público e mercado
Aena destaca que a demanda por infraestrutura cresce para evitar gargalos na mobilidade e no crescimento econômico. A rede afirma que algumas obras vão progressivamente liberar espaço, mantendo o ritmo de expansão até a conclusão dos projetos.
O planejamento financeiro prevê manter o payout atual de cerca de 80% dos resultados, com decisões sobre tarifas e projeções de tráfego condicionadas ao desenvolvimento do DORA 3, já em avaliação pela DGAC. A consulta pública sobre o plano segue os próximos meses.
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