A Inetum comunicou aos seus trabalhadores na Espanha a abertura de um ERE com abrangência de até 5% da folha de pagamento. A medida pode afetar cerca de 400 dos aproximadamente 8.000 empregados no país. A empresa aponta transformação estratégica e desafios do setor como justificativas.
A consultora, controlada pelo fundo Bain Capital desde 2022, afirma que o cenário tecnológico espanhol vive mudanças contínuas e competição multinacional intensa. Além disso, menciona evolução do mercado de talento, incerteza política e econômica e novas expectativas de clientes.
A notícia ocorre em meio a movimentos similares no setor, com outras empresas anunciando cortes. Nesta quinta-feira, Capgemini informou que o ERE poderá chegar a 748 pessoas na Espanha, associando o processo à adoção de tecnologia de inteligência artificial.
A medida de Inetum está centrada na Espanha, especificamente na Inetum España SA, e foca perfis técnicos. Profissionais de serviços centrais ou de suporte não seriam atingidos. A empresa sustenta que a ação é pontual e não prevê fases adicionais.
A direção diz atuar com responsabilidade social, transparência e respeito a todos os funcionários. Afirmam que não haverá supressão de linhas de negócios, mantendo a qualidade dos serviços aos clientes e a atividade diária da equipe.
Reação e próximos passos
A Fetico, confederação sindical que representa cerca de 51 delegados dentro da base da empresa, expressou preocupação com o ERE. A entidade solicita que o processo seja justo, com adesão voluntária, aposentadorias antecipadas e uma indenização de 45 dias por ano trabalhado, além da redução do impacto para até 4%.
UGT também pediu mais informações sobre as causas organizativas e produtivas que embasam a medida. A Fetico destaca que este seria o primeiro ERE da história da companhia, aumentando a incerteza entre empregados.
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